O que é?

O ODSLab é uma iniciativa inovadora da Agenda Pública para aproximar governos, sociedade civil e empresas para juntos proporem soluções para problemas complexos que afetam o cotidiano dos cidadãos. Seu foco está em buscar caminhos rumo à Agenda 2030 e aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) que tratam, entre outras temáticas, de educação de qualidade; saúde e bem-estar; trabalho decente e crescimento econômico; indústria, inovação e infraestrutura; água potável e saneamento. Ou seja, assuntos complexos que exigem abordagem integrada, compromissos e cooperação de múltiplos atores – a essência da metodologia ODSLab.

Durante dois dias, lideranças e representantes dos diferentes setores da sociedade sentam à mesa para, juntos, construírem caminhos, alternativas e parcerias para solucionar um problema público complexo real, dando passos importantes para avançar no cumprimento dos ODS e transformando a lógica de como enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável.

Conheça nossa metodologia

Como dinamizar a economia de municípios da Amazônia?

Em 2018, a Agenda Pública propôs e realizou um ODSLab com foco em “Estratégias para o Desenvolvimento Econômico de Municípios da Amazônia”, visando promover o debate sobre um modelo de desenvolvimento para a região com foco na inclusão econômica, produtiva e social.

Em busca de criar um coletivo para responder a esses questionamentos, a Agenda Pública levantou instituições com atuação na Amazônia com foco alinhado à temática do desenvolvimento econômico. Foi criado um primeiro mapa de atores e iniciamos um processo de contato e entrevistas. Assim, construiu-se um grupo de organizações que foram ouvidas para construção de um Diagnóstico, documento que dá base ao primeiro alinhamento entre atores/tema do ODSlab. A partir das entrevistas e da disponibilidade de agendas dos interlocutores de cada organização participante do diagnóstico, foram feitos os convites para o laboratório, realizado em Belém, em novembro de 2018.

Para concretizar a proposta do laboratório, toda a produção coletiva foi sistematizada em um Plano de Ação, que preconiza a necessidade de consolidação de estratégias multissetoriais para estimular o fortalecimento da economia de municípios da Amazônia. Trata-se de um mapa do caminho para que alguns dos gargalos possam ser inicialmente enfrentados na perspectiva multiatores, conforme interesses e possibilidades das organizações participantes.

Inserção socioeconômica de refugiados no Estado de São Paulo

A crise dos refugiados tem gerado novos desafios em todo mundo. O planeta vive hoje sua maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial. 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas desde 2016, sendo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

No estado de São Paulo, a urgência de políticas públicas para refugiados foi o que motivou a realização do ODSLab, entre os dias 28 de fevereiro e 1º março de 2018. Afinal, como receber de forma digna e produtiva as pessoas que buscam o recomeço no estado mais rico do Brasil?

O evento aconteceu durante dois dias na sede da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), na Cidade Universitária, em São Paulo (SP).

Um plano de ação foi construído coletivamente prevendo ações dos diferentes setores envolvidos: governo, organizações da sociedade civil, empresas e os próprios refugiados.

O ODSLab também determinou uma estrutura de governança com responsáveis e prazos de execução para cada uma das ações levantadas.

Os pilares do ODSlab

Colaboração

O ODSlab é um espaço de colaboração. Uma oportunidade para que atores-chave se unam na criação de iniciativas que tragam avanços reais no cumprimento da Agenda 2030.

Inovação

Uma nova experiência, baseada em momentos de inspiração e na superação de desafios por meio de um espírito de cooperação e de inovação social. Sempre com os pés no chão e a mão na massa.

Concretização

Visamos à resolução de problemas. Desafios reais pedem soluções concretas. Isso feito por meio de uma atuação multissetorial que leve ao desenvolvimento de iniciativas a serem incubadas, documentadas, implementadas e compartilhadas mundo afora.

Última edição

Inserção socioeconômica de refugiados no Estado de São Paulo

A crise dos refugiados tem gerado novos desafios em todo mundo. O planeta vive hoje sua maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial. 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas desde 2016, sendo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

No estado de São Paulo, a urgência de políticas públicas para refugiados foi o que motivou a realização do ODSLab, entre os dias 28 de fevereiro e 1º março de 2018. Afinal, como receber de forma digna e produtiva as pessoas que buscam o recomeço no estado mais rico do Brasil?

O evento aconteceu durante dois dias na sede da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), na Cidade Universitária, em São Paulo (SP).

Um plano de ação foi construído coletivamente prevendo ações dos diferentes setores envolvidos: governo, organizações da sociedade civil, empresas e os próprios refugiados.

O ODSLab também determinou uma estrutura de governança com responsáveis e prazos de execução para cada uma das ações levantadas.

Diversidade de temas, pessoas e soluções

As primeiras experiências do ODSlab aconteceram ao longo do primeiro semestre de 2017, em São Paulo e em Brasília.

Cerca de 50 representantes das mais diversas organizações de todos os setores já passaram pelo lab e promoveram discussões e reflexões de altíssimo nível acerca das possíveis soluções para os desafios do desenvolvimento sustentável no Brasil.

O ODSlab está alicerçado em quatro questões centrais:

  1. O que é necessário para que governos,sociedade civil e setor privado trabalhem juntos pelo desenvolvimento sustentável?
  2. Como superar desafios conjunturais para que os ODS possam ter uma implementação efetiva no Brasil?
  3. Quais as características dos problemas públicos complexos e como enfrentá-los?
  4. Quais os modelos de organização e de coordenação necessários para viabilizar as soluções?

A partir delas, os quatro primeiros laboratórios foram constituídos, tendo se debruçado sobre os seguintes temas:

Transparência em Manaus (AM)

Manaus ocupa a 19ª posição entre as 27 capitais no Ranking de Transparência do Ministério Público Federal, indicando que a forma como dados são produzidos, disponibilizados e utilizados dificulta o uso efetivo e democrático dos recursos públicos. Como tornar o município mais transparente?

Quem participou: Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Instituto Ethos, Natura, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Muda de Ideia/ Virada Sustentável, Universidade Federal do Grande ABC (UFABC), Instituto Lina Galvani.

Saneamento em Macapá (AP)

Como alterar o cenário em que dejetos domésticos são comumente jogados em rios ou terrenos, provocando a contaminação e impactos negativos para a saúde da população?

Quem participou Agenda Pública, Aliança pela Água, Associação Brasileira de Municípios (ABM), Fundación Avina, MGov, Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT).

Mobilidade em Piracicaba (SP)

Como criar um sistema conectado a um projeto de desenvolvimento sustentável com priorização do transporte público e focado nas pessoas, sobretudo nos setores mais vulneráveis?

Quem participou: Agenda Pública, Casa Fluminense, Frente Nacional de Prefeitos, Fundación Avina, Instituto A Cidade Precisa de Você, Instituto Ethos, Rede Brasileira do Pacto Global, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.

Crise fiscal em Mossoró (RN)

Diante de um modelo de desenvolvimento pouco sustentável, como gerar e priorizar investimentos para o financiamento das políticas públicas no município?

Quem participou: Avesso Sustentabilidade, Prefeitura de Ribeirão Preto, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável de Recife, Fundação Banco do Brasil, GIZ, Instituto Veredas, MDIC, Programa Cidades Sustentáveis, Prefeitura de Caruaru, Prefeitura de Niquelândia, Equipe de Conservação da Amazônia, PNUD, Ricardo Young.

Desenvolvimento em Canaã dos Carajás (PA)

Dentro do Programa Dinamismo Econômico, realizado em Canaã dos Carajás, no Pará, em uma parceria entre Prefeitura, Fundação Vale, Vale e Agenda Pública foram feitos quatro laboratórios. Cada um deles gerou como resultado a consolidação de um Plano de Ação e a constituição de um Grupo de Trabalho. São eles:

ODSLAB 1 – Estratégias para o desenvolvimento econômico (Pacto por Canaã)

Quem participou: Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SEMDEC; Associação de Micro, Pequenas Empresas e Empreendedor Individual de Canaã dos Carajás – AMPEI; Gabinete do Vereador Wilson Leite; Empresa Vale S/A;       Secretaria Municipal de Planejamento; Cooperativa Agropecuária de Canaã dos Carajás – COACCR; Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás; Secretaria Municipal de Administração – SEMAD; Comunicação da Prefeitura Municipal; Secretaria Municipal de Finanças – SEFIN; Empresa Moreira Empreendimentos; Secretaria Municipal de Governo – SEGOV;   Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SEMDEC; Prefeito Municipal; Agência Canaã.

ODSLAB 2 – Estratégias para o desenvolvimento da Educação (Polo Educacional)

Quem participou: Secretaria Municipal de Educação – SEMED; Conselho Municipal de Educação – CMECC; Conselho Municipal – FUNDEB; Comissão Municipal de Ensino Superior – Polo Educacional; Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer – FUNCEL; Sistema Nacional de Emprego – Sine; Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará – SINTEPP; Representantes de Escolas Municipais de Canaã dos Carajás; Representantes de Escolas Estaduais de Canaã dos Carajás; Representantes de Escolas Particulares de Canaã dos Carajás; Associação dos Estudantes Universitários de Canaã dos Carajás – AEUCC; Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás – ACIACCA; Empresa Vale S/A.

ODSLAB 3 – Estratégias para o desenvolvimento do Campo (Procampo)

Quem participou: Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural – SEMPRU; Secretaria Municipal da Educação – SEMED; Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMA; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SEMDEC; Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás; Agência Canaã; Cooperativa Agropecuária de Canaã e Região – COOACCR; Cooperativa Agroecológica e da Agricultura Familiar de Canaã dos Carajás – COOAFAC; Associação dos Produtores Rurais Vila Nova União; Associação dos Produtores Rurais Maria de Lourdes; Associação dos Produtores Rurais Vila Nova Jerusalém; Associação dos Produtores Rurais Vila Feitosa; Acampamento Eduardo Galeano (MST); Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTRCC; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO; Empresa VALE S/A.

ODSLAB 4 – Estratégias para o desenvolvimento do Distrito Empresarial (Distrito Empresarial)

Quem participou: Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SEMDEC; Secretaria Municipal de Educação – SEMED; Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMA; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural – SEMPRU; Secretaria Municipal de Administração – SEMAD; Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte – SETRAN; Secretaria Municipal de Governo – SEGOV; Associação de Micro e Pequenos Empreendedores de Canaã dos Carajás – AMPECC; Associação dos Micro, Pequenas Empresas e Empreendedor Individual de Canaã dos Carajás – AMPEI; Agência Canaã; Cooperativa Agropecuária de Canaã e Região – COOACCR; Cooperativa de catadores de Materiais Recicláveis de Canaã dos Carajás – COOLETTAR; Cooperativa Mista da Indústria Moveleira de Canaã dos Carajás – COOPMINCC; Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Canaã dos Carajás– OAB; Empresa VALE S/A.

VEJA COMO FUNCIONA O ODSlab

Quem está fazendo?

Em 10 anos de atividade, a Agenda Pública se especializou em coordenar e implementar políticas públicas estratégicas em estados e municípios. A instituição articula governos, empresas e organizações da sociedade civil para fortalecer equipes e colocar em prática serviços públicos mais relevantes, inteligentes e sustentáveis. A abordagem da organização é tecnopolítica. Reconhece a importância de uma gestão pública responsiva aos cidadãos e considera que lideranças de diferentes setores têm um papel-chave nas mudanças sociais necessárias para a superação dos grandes desafios brasileiros.

A Estratégia ODS é uma coalizão que reúne organizações com atuação reconhecida no Brasil, representativas da sociedade civil, do setor privado, dos governos locais e da academia com o propósito de ampliar e qualificar o debate a respeito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil e de mobilizar, discutir e propor meios de implementação efetivos para essa agenda. A rede acaba de receber o financiamento da União Europeia para fortalecer ainda mais a sua atuação. Nos três anos em que o Projeto de Fortalecimento da EODS estiver vigente, o objetivo é a ampliação da rede de signatários em mais 200 organizações, 150 municípios incorporando os ODS aos seus instrumentos de gestão governamental e políticas públicas, além de 400 organizações e movimentos capacitados para a incidência e monitoramento dos ODS, com foco na redução das desigualdades de gênero, geracional e étnico-racial.

Estamos ansiosos para levar o ODSlab para municípios dos quatro cantos do país!
Viabilizar essa experiência depende do estabelecimento de parcerias, que podem ser feitas entre nós, da Agenda Pública, e instituições/organizações de qualquer setor - seja empresa, governo ou sociedade civil. Assim, juntos, construímos o caminho para fazer o laboratório acontecer!

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Os ODS

Os ODS compõem a nova agenda global para o desenvolvimento sustentável, adotada em setembro de 2015 durante a Cúpula das Nações Unidas. São, no total, 17 objetivos e 169 metas que integram uma agenda ainda mais ambiciosa e desafiadora que a dos ODM, fundamentada nos três elementos interligados do desenvolvimento sustentável: crescimento econômico, inclusão social e proteção ao meio ambiente.

Os ODS são parte da Agenda 2030, e requerem um olhar integrado, o estabelecimento de compromissos, o investimento de recursos, amplo monitoramento, bem com uma atuação interdependente dos setores da sociedade. Em vigor desde 1º de janeiro de 2016, os ODS devem ser cumpridos até 31 de dezembro de 2030.

SAIBA MAIS

Perguntas Frequentes

Tem alguma dúvida que não está aqui? Nos avise! ods@agendapublica.org.br

Quem participa?

Representantes da sociedade civil, da iniciativa privada, dos governos e da academia, que serão especialmente convidados a compor o ODSlab. Mas para cada lab estão abertas vagas para cidadãos interessados e engajados no tema do desenvolvimento sustentável para compor este arranjo inovador. Inscreva-se acima e aguarde nosso contato.

Quanto custa?

O ODSlab é gratuito para todos os participantes.

Como funciona?

O laboratório dura em torno de dois dias. Mas muito antes de o encontro ter início, a Agenda Pública inicia junto aos atores locais a construção de um diagnóstico a respeito da situação-problema a ser trabalhada no ODSlab. Assim, ao reunirmos os atores à mesa, é realizada uma imersão na temática da Agenda 2030 antes de as diversas dimensões do problema começarem a ser exploradas. Discussões conceituais são revisitadas, assim como as reflexões mais atuais e inovadoras no campo de políticas públicas são trazidas ao debate, que se complementa com diálogos inspiracionais propostos ao longo de todo esse processo. Dessa forma, o problema a ser solucionado é explorado e conjuntamente definido e, em seguida, os participante são convidados a constituir planos de ação de curto, médio e longo prazos a partir da multiplicidade de olhares e perspectivas ali representadas. Parcerias são constituídas para que as soluções encontradas possam ser detalhadas e devidamente implementadas.

O ODSlab é aberto ao público?

Não. Trata-se de um laboratório constituído por atores cuidadosamente identificados e convidados para trabalhar a situação-problema em pauta em cada edição.